Sediangani Mbimbi líder desta formação sustenta a afirmação apontando a postura parcial da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) favorável ao partido no poder, o MPLA.

O líder político, falando em conferência de imprensa, considerou a composição deste órgão fortemente dominado pelo partido dos camaradas e a Lei Eleitoral ter sido «formatada em direcção contrária à oposição», sendo estes alguns dos elementos responsáveis pela cilindrada da oposição nas legislativas da sexta-feira última.

Na lista de factores que concorreram a desfavor da oposição nas urnas, Mbimbi acrescentou a desigualdade de oportunidade nos meios públicos, ressaltando em particular os órgãos de comunicação social.

«Todos os factores que deveriam caracterizar um processo justo foram todos eliminados. A comunicação social é um outro elemento. Ouvimos a Observação da União Europeia dizer que a comunicação do Estado deu mais destaque ao MPLA, mais de setenta por cento. Nenhum partido político na oposição, teve mais de quatro por cento na intervenção da comunicação social do Estado. Isto tudo influência», sublinhou.

Em relação a esta larga vantagem do partido maioritário no próximo parlamento, Sediangani Mbimbi mostra-se preocupado, receando que esta vitória se traduza em «pura ditadura».

«Nós felicitamos o povo pelo civismo. Se esta vitória reflecte a vontade do povo, durante estes quatro anos ela virá à superfície. (.....) Com este novo parlamento não queremos que a vitória deste partido seja sinónimo de pura ditadura. Queremos um parlamento equilibrado para defender melhor os interesses dos angolanos», afirmou.

Questionado sobre as perspectivas para as eleições presidenciais previstas para o próximo ano, recusou-se a tecer qualquer declaração prometendo pronunciar-se proximamente.

Felicitou igualmente o MPLA pela vitória alcançada e pediu que durante a sua governação tenha em consideração a oposição.

Fonte: VOA



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