Luanda – Finalmente, após a publicação da nossa denúncia sob o título: Quando o crime compensa: Corrupção rende milhares à inspecção do Comércio, alguns operadores comerciais revelaram exclusivamente ao Club-K Angola, os nomes dos técnicos da Inspecção geral do Ministério do Comércio (MINCO) que lhes fazem vida dura, em nome da  ‘gasosa’.

*Evalina Ding's
Fonte: Club-k.net

O Club-K sabe que, depois de cada suposta inspecção realizada pelos inspectores do MINCO, em cada estabelecimento comercial, Fernando Catumbila – em função das irregularidades encontradas a cada um – orienta os seus pupilos a negociar as sanções, cujos valores rondam de 500 mil a dois milhões de kwanzas.

Os referidos emissários da corrupção, segundo os operadores comerciais, são António Inácio, Francisco Alcides, Carlos Neto e Pedro Gonga. “Esses são os pivôs do Dr. Catumbila. Eles não perdoam ninguém, mesmo diante de uma pequena falha que se pode fazer uma chamada de atenção”, disse um dos comerciantes ao Club K, que diz ter gravações das negociatas.

Vale frisar que o esquema de extorsão instalado pelos antecessores do actual inspector-geral do Ministério do Comércio, Fernando Catumbila, continua de pedra e cal. Pois, quase diariamente, este portal noticioso recebe denuncias dos comerciantes contra os inspectores deste órgão.

Os lesados – que são operadores comerciais – alegam que são constantemente chantageados pelos inspectores do Ministério do Comércio sem motivos. Na maior parte das vezes são obrigados a pagar mensalmente valores – que variam de 500 mil a um milhão de kwanzas – a estes para poderem exercer, sem interrupção, as suas actividades económicas.

Em Outubro último, a inspecção geral do Comércio suspendeu temporariamente – sem grandes motivos – as actividades das superfícies comerciais Angomart e Frisangol, no km 30, e da padaria do supermercado Candando, em Viana, sob o protesto de que estes estavam a infringir normas comerciais.

Quando na verdade, de acordo com os denunciantes, estes comerciantes, agastados com os ‘modus operandis’, se recusaram a entrar no novo esquema de mesadas, coordenadas por Fernando Catumbila.

No segundo trimestre do corrente ano, vários comerciantes do município de Belas, viram as suas actividades económicas interrompidas por terem recusado a pagar cerca de um milhão de kwanzas aos inspectores corruptos do Comércio. Houve uns que pagaram, sem resistência, somente para não serem incomodados desnecessariamente.

No distrito da Samba – propriamente no bairro Rocha Pinto – alguns comerciantes também foram coagidos a aderirem no esquema. O mesmo aconteceu com os dos municípios de Cacuaco, de Viana, Cazenga, Icolo Bengo e Kilamba Kiaxi.

Suponha-se que, até aqui, o esquema já rendeu milhares de kwanzas ao inspector-geral Catumbila que se encontra neste cargo a menos de um ano. A bem verdade os seus pupilos vagueiam, deslumbrantemente, nos bastidores desta instituição, dando ares das suas graças.



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