Luanda – O cônsul Geral de Angola  em Lisboa, Narciso do Espírito Santo Júnior prometeu, em reuniões recentes avançar com o despedimentos de mais funcionários invocando ser uma orientação do Secretario Geral do ministério das relações exteriores (MIREX), Agostinho Van-Dunem “Gugu” que solicitou a redução de 10% dos trabalhadores no quadro da politica de redimensionamento.


Fonte: Club-k.net

Ameaça despedir funcionários  que o denunciaram na presidência 


O consulado de Angola é a missão consular que nos últimos meses tem se mergulhado em clima de instabilidades depois de no ano passado terem sido despedidos 36 funcionários de recrutamento local “sem critérios de negociações”. Paralelamente, ocorreu o envio de uma carta a Presidência angolana expondo alegados excessos por parte do cônsul, como maus tratos aos funcionários, empregabilidade de familiares e gestão impropria de fundos do Estado que não eram declarados ao ministério das finanças em Angola.

 

No inicio do ano, o cônsul geral em Lisboa, Narciso do Espírito Santo Júnior depois de regressar das férias de natal, reuniu-se com os funcionários apelando a um clima de harmonia. Segundo apurou o Club-K, o diplomata teria transmitido apelações como “Vamos ultrapassar os problemas, foi um ano muito difícil. Andaram mandar coisas para redes sócias, umas verdades, e outras mentiras, as pessoas que fizeram isso estão identificadas. Vamos sacudir o casaco  e deixar isso para trás”.

 

Agindo na contramão, numa outra reunião o cônsul ameaçou os seguranças do consulado e ameaçou despedir funcionários que ele suspeita terem sido os autores da carta enviada a Presidência da República que expunha praticas indevidas na sua gestão e que encorajou  Luanda a enviar uma equipa da Inspeção Geral da Administração do Estado (IGAE) cujo relatório terá sido posteriormente  remetido ao Procuradoria Geral da Republica para a devida responsabilização criminal.

 

Em gesto de retaliação, Narciso Espirito Santos solicitou a Luanda, a substituição de dois diplomatas que ele suspeitam serem os autores de denuncias sobre praticas de corrupção no consulado. Os visados são, o adido administrativo Uiengue de Almeida e uma responsável da área de registros Rosângela Silva, que ai esta em comissão de serviço. Rosângila Silva é quadro do ministério da justiça em Angola.

 

Não obstante aos despedimentos, os funcionários de recrutamento local tem se queixado de ausência de justiça, uma vez que,  o cônsul tem promovido membros da sua família como é o caso da sua sobrinha Lukenia Cassimiro que está em formação para trabalhar na área dos registros.

 

Uma outra funcionária Emília Tito, apresentada como “sobrinha do cônsul”, foi admitida há cinco meses e colocada como responsável dos recursos humanos. Segundo explicações, os regulamentos determinam que para esta área (recursos humanos), o responsável deve ser  um adido administrativo. Emília Tito que é  escrituraria de nomeação central e  foi colocada a viver num apartamento na zona da expo, cuja renda - paga pelo consulado - é de 2500 euros por mês.

 

Segundo informações, o Cônsul Narciso Espirito Santos promoveu também uma funcionaria “Laurinda” – cujo esposo é primo do cônsul – para trabalhar na área dos vistos. Promoveu igualmente como administrativo, um segurança próximo a si, identificado por “Ngunza”. A promoção que tem três anos de casa esta a criar indignação entre os colegas visto que existem seguranças (Admar Baptista, Tagilde Agnaldo e Luís Fragoso) que trabalham a mais de 15 anos no consulado e nunca foram alvos de promoção.



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