Luanda - Agentes da Polícia Nacional de Angola apreenderam, na terça-feira 3 de março, vários carros elétricos do aplicativo T’Leva por razões ainda não conhecidas.

Fonte: Club-k.net

Durante a operação, os passageiros foram expulsos das viaturas, e os motoristas detidos juntamente com as viaturas. Uma fonte que esteve presente no acto afirma que "foi uma cena de terror."

 

Passageiros a caminho do hospital, tiveram as suas corridas terminadas e foram largados a própria sorte a meio do caminho por ordem policial.

 

Até ao momento, o motivo para a detenção dos veículos não foi informado formalmente. No principio especulou-se que os carros estivessem a ser arrestados devido as noticias sobre supostas dividas que uma das empresas que detém o aplicativo T’Leva, a TUPUCA, parece ter acumulado e que gerou revolta nas redes sociais, mas ainda assim, segundo pessoas familiarizadas com o caso, faz pouco sentido sendo que a TUPUCA e a T’Leva são duas empresas diferentes e com a composição societária, executiva e administrativa completamente distintas. Outra especulação seria de que os carros foram detidos por serem elétricos, uma vez que não existe em Angola uma lei que torna a circulação legal. Mas também parece ser uma teoria que não se mantem muito em pé, pois os pontos de recarga dos carros elétricos da T’Leva foram providos pela própria ENDE sob instrução do Ministério de Energia e Água.

 

Já fontes próximas as autoridades procuradas pelo Club-k, afirmam que a apreensão dos carros tem a ver com o intuito do Estado tentar regularizar a atividade destas start-ups, muitas das quais funcionam em sectores tradicionais embora através de plataformas inovadoras, como a internet.

 

O aplicativo T’Leva faz parte do leque de empresas angolanas, que vem responder a problemas sociais com soluções tecnológicas. No momento tem aproximadamente 500 motoristas registados na plataforma.

 

O presidente João Lourenço, tem saudado a iniciativa destas start-ups por fomentar sobretudo a criação de empregos, e tem prometido trabalhar com estes jovens para permitir o crescimento do sector em Angola. Por isso, esta normativa, sem comunicado oficial, apanhou a todos de surpresa.

 



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