Luanda - O empresário e político angolano Bento Kangamba e a vitima da burla que originou a sua detenção, no último fim-de-semana, na província do Cunene, chegaram a entendimento para o pagamento total da divida.

Fonte: Angop

Em Outubro do ano passado, o Tribunal Provincial de Luanda ordenou o confisco de bens de Bento Kangamba, por incumprimento do pagamento de uma dívida avaliada em cerca de 15 milhões de dólares.

Kangamba não liquidou, em tempo útil, a dívida contraída aos cidadãos Teresa Gerardin e Bruno Gerardin, que recorreram ao poder judicial para o ressarcimento dos seus direitos.

Assim, a PGR anunciou sábado, 29 de Fevereiro, a detenção do empresário, na província do Cunene, para responder por indícios da prática do crime de burla por defraudação, tendo sido solto segunda-feira, dia 2 de Março.

Em declarações hoje à imprensa, Beto Kangamba informou que as partes conseguiram chegar a entendimento, depois de um encontro realizado quinta-feira última, na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Luanda.

Sem adiantar prazos e formas de pagamento, o empresário disse que no encontro de concertação e esclarecimento, comprometeu-se a pagar à queixosa os cinco milhões de Euros em falta.

Lamenta a forma como foi tratado, aquando da sua detenção, mas adianta que não vai intentar qualquer acção contra a PGR, Polícia Nacional ou o Serviço de Investigação Criminal (SIC).

Agradece a solidariedade prestada pela sociedade civil, num momento que considera ter sido “difícil”, mas pretende prosseguir “a vida normal como cidadão”.

O empresário, acusado de burla por defraudação, está sob o termo de identidade e residência, o que significa que não se pode ausentar do pais.

 



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