Lisboa – Os constantes destratos ou pronunciamentos depreciativos que a acadêmica Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” profere sobre o diretor do gabinete do Presidente da República, Edeltrudes Maurício Fernandes Gaspar da Costa, é segundo fontes conhecedora do temperamento da jurista,  destinado a satura-lo fazendo com que aquele tome a decisão de fazer uma participação  por ultraje contra ela. Com esta feita, “Milucha” apresentaria em tribunal provas que alega ter sobre improbidade envolvendo Edeltrudes Costa.

Fonte: Club-k.net

“Infelizmente quem criou a cobra fui eu”

Maria Luísa Perdigão Abrantes “Milucha” foi chefe de Edeltrudes Costa ao tempo em que ela fora a PCA da extinta Agencia Nacional de Investimento Privado (ANIP). Segundo fontes do Club-K, a implicância constante da mesma para com Edeltrudes Costa advém do desfecho que resultou no desmembramento da ANIP, em que ambos eram administradores. Ela o tem  publicamente acusado de ter destruído a ANIP.

 

De acordo com registros, a diferindo entre ambos   começa quando em Setembro de 2011, Edeltrudes Costa foi nomeado – por despacho presidencial - como membro do Conselho de Administração da ANIP. Em curto espaço de tempo,  ele seria “afastado”, por alegada incompatibilidade com a então PCA, Maria Luísa Abrantes. Em solidariedade com o mesmo, as autoridades apresentaram o seu nome como proposta do MPLA, para integrar a Comissão Nacional Eleitoral (CNE), tendo em conta a experiência acumulada, no passado, como segunda figura do executivo que esteve nos preparativos das eleições de 2008 ou seja como coordenador adjunto da extinta Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral (CIPE).

 

Pelo papel que teve nas eleições de 2012, Edeltrudes Costa foi transferido para o palácio presidencial exercendo as funções de Ministro de Estado e  Chefe da Casa Civil, do Presidente José Eduardo dos Santos. Na pratica, Edeltrudes era uma espécie de “Primeiro Ministro” do governo e cabia a si, a apresentação de varias propostas de lei.

 

Foi nesta qualidade de Ministro de Estado e Chefe da Casa Civil, que Edeltrudes Costa terá se vingado de “Milucha” ao propor ao antigo Presidente da República a aprovação de uma nova lei de investimento que não só desconcentrava os poderes da ANIP como também transferia esta instituição para o ministério do comercio, onde mais tarde influenciou a nomeação de um ministro da sua confiança, Fiel Constantino.

 

Com a nova lei de investimento, os investimentos até 10 milhões de dólares passavam a ser aprovados pelos departamentos ministeriais e não mais pela ANIP. Os investimentos acima de 10 milhões era reencaminhados para aprovação do gabinete presidencial, caindo nas mãos  de Edeltrudes Costa.

 

Ao ver-se num quadro de retirada de competência – interpretados como humilhação a sua pessoa - Maria Luísa Abrantes endereçou em Abril daquele ano de 2015, uma carta ao então Chefe do Executivo, de quem a ANIP respondia, colocando o seu cargo a disposição.

 

Numa entrevista à plataforma digital “Logos” do docente Herlander Napoleão, no passado dia 16 de Março, Maria Luísa Abrantes tratou Edeltrudes Costa com adjectivos menos simpáticos lembrando que foi seu aluno na faculdade de direito. “Infelizmente quem criou a cobra fui eu”, sublinhou a ex- Patroa da ANIP.

 

“Estou muito arrependida. Às vezes vamos muito pelo aspecto e pelo comportamento aparente das pessoas. As pessoas que ficam muito caladas, que se riem, contam anedotas, uma fofoca, às vezes na brincadeira estão sempre a avisar “cuidado com a fulana, cuidado com o fulano, são as piores pessoas. E ele (Edeltrudes Costa) foi uma das pessoas que fez de tudo para rebentar com a ANIP”, revelou.

 

Oito dias depois, isto é, a 24 de Março, Maria Luísa Abrantes participou num debate da TV Zimbo, moderado pelo jornalista Amílcar Xavier tendo acusado Edeltrudes Costa de ser uma “uma pessoa altamente corrupta”.

 

Questionada pelo moderador do “Debate Livre”, se tinha como provar as acusações que estava a fazer, a acadêmica afirmou que pode provar as acusações que faz, sobre aquele que foi seu subordinado no passado.

 

Quais as provas que “Milucha” tem contra Edeltrudes ?

 

Até 2013, existia na ANIP uma corrente de administradores da ANIP, da linha do antigo diretor jurídico José Chinjamba que era associada a vantagens institucionais para proveito pessoal. O grupo interno desmantelado por “Milucha” tinha a reputação de ter montado um esquema de “cabristismo” na ANIP, concernente ao processo de avaliação de propostas dos investidores estrangeiros. Quando as entidades estrangeiras apresentassem as suas propostas de investimentos, os responsáveis do gabinete competente da ANIP, iam por detrás, e transmitiam aos investidores que as suas propostas para serem aprovadas teriam de passar ou ser submetidas a uma empresa de consultoria por eles indicadas. Para cada avaliação de processo, esta empresa por eles indicada cobrava perto de 80 mil dólares. De acordo com consultas, são descartadas ligações ou apadrinhamento de Edeltrudes Costa a esta rede de “cabristismo” que existia na ANIP. A evidencia é baseada no facto de que quando, em Abril de 2013, o então diretor de gabinete jurídico, José Chinjamba passou a administrador executivo, Edeltrudes Costa já não trabalhava para a ANIP, mas no palácio presidencial.

 

 



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