Lisboa - Empresária angolana fechou “vários” escritórios de empresas em Portugal, levando ao despedimento de “dezenas” de trabalhadores. Nega estar a ser investigada por branqueamento e fraude fiscal.

Fonte: ECO/EXPRESSO

Isabel dos Santos fechou “vários” escritórios de empresas em Portugal, levando ao despedimento de “dezenas” de trabalhadores, depois ter tido contas bancárias arrestadas, avança o Correio da Manhã (acesso pago).

 

O representante da empresária angolana explicou que “várias empresas portuguesas e angolanas enfrentam grandes dificuldades porque o Ministério Público português impediu e impede o pagamento de salários a trabalhadores portugueses, impede o pagamento de rendas, de água, de luz, de condomínio, dos contratos aos serviços informáticos e servidores, e inclusive impede o pagamento de impostos”.

 

A empresária angolana nega estar a ser investigada por branqueamento de capitais e fraude fiscal em inquérito que será relativo à compra da Efacec, em 2015.

 

"Depois de 15 anos a trabalhar em Portugal, confirmamos que fechámos os escritórios em Lisboa e contra nossa vontade foram despedidos dezenas de portugueses, situação que muito lamentamos", afirma fonte oficial de Isabel dos Santos, confirmando uma notícia do Correio da Manhã. "Temos colaboradores portugueses que não recebem salário há quatro meses", sublinha a mesma fonte.

Embora Isabel dos Santos não nomeie as empresas em Lisboa cujos escritórios agora fecha, refere-se à Fidequity e a Santoro Finantial, a holding com que a filha mais velha de José Eduardo dos Santos operava em Portugal, e que era presidida pelo seu braço direito Mário Leite da Silva, também ele arguido no âmbito do processo que a empresária está a ser alvo em Angola, com consequências em Portugal. A Santoro gere participações sociais e presta serviços de consultadoria. A Fidequity é uma empresa de serviços de gestão. Os escritórios destas duas empresas são na Avenida da Liberdade, a mais cara do país.

 

"Nos últimos meses temos sido impedidos pelo Ministério Público Português de efetuar pagamentos das rendas, água, luz, condomínio, salários e impostos. Apesar de termos feito vários requerimentos, estes constrangimentos mantêm-se e torna-se impossível operar as empresas", esclarece ainda fonte oficial da empresária. Isabel dos Santos responsabiliza a Justiça portuguesa por esta situação.

 

Em meados de maio, o Expresso tinha já noticiado que empresas de Isabel dos Santos em Portugal, como a Santoro Finantial e a Fidequity não estão a pagar os salários nem as rendas. Na altura, os representantes da investidora asseguravam que já tinham pedido "à Justiça o desbloqueio para pagamentos de salários, rendas e impostos", salientando que continuavam a aguardar por uma resposta.

 



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